A sexualidade constitui todo um espectro, pelo que as experiências vividas no seu âmbito variam de pessoa para pessoa.

Quando se trata de responder à questão “perder a virgindade dói?”, a resposta não é tão direta quanto se possa pensar; à medida que nos preparamos para desmistificar esta dúvida, recordamos que a viagem sexual de cada um é única e deverá progredir ao seu próprio ritmo.

O sexo nem sempre envolve penetração

Antes de nos dedicarmos ao busílis do tópico do nosso artigo, é fundamental esclarecer que o sexo não acontece apenas por via da penetração.

A sexualidade abrange todo um horizonte de atividades que não preconizam a necessidade de penetração; desde sexo oral a masturbação mútua (ou até mesmo práticas a solo), existe uma miríade de formas de explorar a sua natureza sexual e a verdade é que o recurso a brinquedos sexuais como dildos, por exemplo, servem perfeitamente como modo de apresentação a estas novas experiências.

Perder a virgindade dói?

Passemos então ao cerne da questão: com certeza já terá ouvido o mito de que perder a virgindade é sinónimo de uma experiência profundamente dolorosa; contudo, saiba que tal não é cientificamente correto para toda a gente – existem fatores tanto físicos como psicológicos que contribuem em muito para a forma como a experiência irá desenrolar-se, variando significativamente de pessoa para pessoa.

●      Para os homens

A primeira experiência sexual de um homem apenas compreende dor física muito raramente; no entanto, fatores como nervosismo e ansiedade poderão conduzir a uma perceção de desconforto.

Aqui, a chave está em garantir um nível de excitação suficientemente elevado antes de avançar, devendo utilizar lubrificantes para aliviar a fricção e adotar um ritmo inicialmente mais lento.

●      Para as mulheres

No caso das mulheres, a primeira experiência sexual poderá ser eventualmente um pouco mais desconfortável a nível físico.

Ao contrário do que o mito urbano faz circular, o hímen (uma pequena membrana que cobre a entrada vaginal e que está comummente associado à virgindade feminina) não tem de se romper obrigatoriamente na primeira penetração – é sempre possível que se estique e acabe por desaparecer por desgaste devido a outras atividades físicas intensas, incluindo o sexo.

Se porventura existir desconforto ou mesmo dor, tal poderá dever-se ao nervosismo, que cria tensão sobre os músculos vaginais, ou à falta de lubrificação, e não necessariamente à rutura do hímen.

O que fazer para evitar dor na primeira vez

Se a eventualidade de vir a sentir dor na sua primeira vez for motivo de preocupação, temos algumas dicas que poderão fazer com que a sua experiência se torne mais confortável e prazerosa.

●      Comunicação aberta

Discuta com o/a seu/sua parceiro/a os seus potenciais medos, desejos e expectativas – ter alguém que lhe dê apoio servir-lhe-á de ajuda para conseguir contornar todas estas questões com a máxima confiança.

●      Use lubrificante

Uma lubrificação adequada é essencial para uma experiência sexual confortável; a utilização de lubrificantes pode ajudar a suavizar o processo, reduzir potencial desconforto e melhorar a sensação de prazer.

●      Vá devagar

Não há que ter pressa alguma no que toca a explorar a sua sexualidade; tome o seu tempo para descobrir o seu corpo e o de outrem, pôr em prática preliminares e avançar para a penetração apenas quando ambos se sentirem preparados e confortáveis.

●      Pratique sexo seguro

A segurança é sempre uma prioridade – utilize preservativos para uma proteção mútua, reduzindo, desta forma, a probabilidade de propagar doenças sexualmente transmissíveis ou de vir a passar por uma gravidez indesejada.

●      Autoexploração

A compreensão do seu próprio corpo e dos seus desejos sexuais é fulcral – a auto exploração ou a utilização de brinquedos sexuais à semelhança de dildos pode ajudar na descoberta daquilo que o/a faz sentir bem, o que, por sua vez, lhe permitirá guiar o/a seu/sua parceiro/a e melhorar a sua experiência sexual no seu todo.

Em síntese

Para concluir, a perda da virgindade é algo de substancialmente significativo na vida de uma pessoa, mas não tem de ser de todo doloroso ou aterrador.

Através da manutenção de uma comunicação aberta, dos preparativos adequados e de um/a parceiro/a respeitador, esta experiência tem de tudo para ser enriquecedora e poder desfrutar da mesma.

Acreditamos que a primeira vez de qualquer pessoa deve ser consensual, segura e, sobretudo, prazerosa.

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