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A adolescência é uma fase da vida em que ocorrem grandes oportunidades, mas também alguns comportamentos de risco. As primeiras paixões despertam na fase da adolescência. O amor, a atração e o desejo são vividos de uma forma intensa.

Com o início da puberdade, há hormonas que se tornam ativas e dão origem a um conjunto de alterações, quer a nível fisiológico, quer a nível emocional. O corpo muda a cada dia, a voz altera-se, a sudação é maior. Surgem os primeiros pelos púbicos e também pilosidade em zonas como as axilas, pernas, braços e rosto. Nos rapazes os ombros alargam, surgem as primeiras ereções e ejaculações. Nas raparigas ocorre a menarca (primeira menstruação), as ancas alargam, o peito desenvolve-se. Começam a ter ciclos menstruais, durante os quais ocorre a ovulação e a menstruação. Começam a produzir o muco cervical.

Sabemos que existe Educação Sexual integrada em algumas disciplinas, mas também sabemos que os adolescentes – porque sempre foi assim – preferem falar uns com os outros sobre as suas dúvidas. E nem sempre têm os melhores conselhos ou orientações pelos seus pares. Na fase de início da vida sexual é importante o aconselhamento junto de pessoas com mais experiência, como familiares, amigos, professores, técnicos de saúde.

O Instituto Português de Desporto e Juventude consultou os especialistas e compilou algumas das melhores indicações para o ínício seguro e promissor de uma sexualidade esclarecida.

Riscos a evitar

Alguns riscos que podem ser evitados:

O risco de uma gravidez não desejada

é possível evitá-lo procurando informação correta e segura sobre contraceção, optando pelo método mais adequado a cada pessoa;

O risco de uma infeção sexualmente transmissível

o uso de preservativo em todas as práticas sexuais (oral, vaginal, anal).
O preservativo deve ser utilizado sempre e desde o início da relação sexual para proteção de infecções sexualmente transmissíveis (IST) ou da gravidez. Um único contacto sexual sem preservativo pode conduzir a uma IST (existem várias, não apenas o VIH/ SIDA).

Consultas para jovens

Existem várias consultas e «espaços jovens» onde é possível obter informações na área da contracepção, planeamento familiar, desenvolvimento do corpo, gravidez, interrupção de gravidez, dificuldades sexuais, questões afetivas e emocionais, orientação sexual, e outras questões relacionadas com a sexualidade.
. Nos Gabinetes de Saúde Juvenil do IPDJ;
. Nas consultas de planeamento familiar nos centros de saúde, em maternidades e/ou hospitais distritais com serviço de ginecologia e obstetrícia;
. Nas delegações Associação para o Planeamento da Família (APF);
. Nas consultas para adolescentes e jovens através de diversas associações não governamentais, juntas de freguesia e/ou câmaras municipais, entre outros locais.
Estes «espaços» – gratuitos e confidenciais – estão distribuídos por todo o país e contam com o apoio de equipas especializadas nestas áreas, as quais não te julgam nem emitem juízos de valor sobre as tuas ideias, decisões e comportamentos. Funcionam num horário determinado e foram criados para ti com vista a dar resposta às necessidades não resolvidas no âmbito da saúde sexual e reprodutiva.
Para solicitar informações, contactar a Linha da Sexualidade 800 222 003 (dias úteis das 11h00 às 19h00 e aos sábados, entre as 10h00 e as 17h00) ou numa Loja Ponto JA do IPDJ.

O tema mais temido pelos adultos

Questões que abordam assuntos como sexo, gravidez, namoro, homossexualidade, diferenças entre os géneros, entre outros assuntos que podem ser difíceis para os pais explicarem às crianças. Nesse sentido, é essencial os pais estarem preparados para quando as perguntas começaram a surgir.
Selecionamos este artigo de Marisa Marques (psicóloga), para auxiliar os pais na preperação de jovens consientes e elucidados.

A abstinência

Recentemente, no Brasil, o direcionamento da campanha da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, provocou grande estranheza entre educadores e – principalmente – entre os adolescente e jovens. No seu entender, como forma de evitar gravidez indesejável, propunha abstinência sexual dos jovens.
Na opinião de José Medrado (Mestre em Família pela USCAL), «esta seria uma política de Estado baseadas em princípios pessoais, no que deveriam ser políticas públicas, tendo no cidadão o interessado, não princípios ideológicos, principalmente religiosos. É preciso ter visão de ciência, e não de achismo.
A verdade, no campo da compreensão da sexualidade do juvenil, afirmam os estudiosos da sexualidade na adolescência, é que o jovem com o aparecimento da puberdade, a partir dos dez anos, se vê marcado com o início da adolescência. Este é um período pautado por múltiplas alterações, nomeadamente biológicas, fisiológicas, psicológicas, intelectuais e sociais, que se deparam com três grandes enigmas, em seu processo de maturidade: o da identificação do lugar do sujeito nas tensões relacionais do mundo inter-humano, o da filiação e o da sexualidade.
São, portanto, exigências de reposicionamento vital, diante do processo de deixar de ser criança (10 anos) e não se sentir adulto (pós 18). Dessa forma, ao jovem só resta, após o transbordamento aflitivo do impacto da sua realidade de ser e querer ser, considerar: o emudecer (primeiro tempo da adolescência); depois, solicitar, a seu modo, até com confrontos e rebeldias que dos outros venham as palavras que lhe faltam para nomear as vivência, as suas experiências (segundo tempo da adolescência); para, por fim (num terceiro tempo), lançar-se na aventura de se reconstruir, diante do que é e recebeu, inventando, muitas vezes até criando alguma respostas só suas, inéditas às exigências pós-pubertárias, seguindo em direção à condição adulta.
Como a sentimentos em crescimento e se autoidentificando apenas querer, para um fator quase que basilar, os desejos sexuais, na descoberta de si e do outro ser, seja colocado simplesmente o se abster. A garotada vai galhofar, certamente.
O que precisa é a educação mais abrangente e direta, considerando os pais, os adultos próximos, como instrumentos de posicionamento e confiança, para um desenvolvimento sem repressão, mas guardando a responsabilidade nos efeitos das decisões que esses jovens tomarem. Proteger é educar para o mundo, para a vida, pois toda castração gera compulsão. A cada tempo com o ajuste às suas demandas, pois o que já passou, vira história.»
Sejamos adultos ou jovens adultos, é de extrema importância termos abertura e informação para que os nossos jovens e adolescentes não se sintam intimidados em colocar questões. O seu futuro com menos problemas sexuais, maior saúde e uma tomada de posição mais saudável também está nas nossas mãos.
Ninguém disse que era fácil ser adulto, pois não?
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