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Durante alguns meses, o resto da Europa depositou os olhos em Portugal à medida que o país – comparativamente – foi ultrapassando as fases inicias da pandemia Corona. Mas, com o aumento da propagação do vírus, a situação mudou drasticamente e – passado pouco tempo – Portugal entrou em lockdown.

Pedro Correia, CEO & Senior Partner da companhia portuguesa Refixe – que também detém duas lojas físicas para além da Vibrolandia.com – partilha a sua visão sobre a situação atual. A entrevista à EAN foi concedida em Março de 2021.

Portugal tem sido considerado um modelo na forma como tem lidado com a pandemia desde o início da crise do Corona, mas a situação agora mudou drasticamente. Estiveram/estão em confinamento?As lojas físicas tiveram de fechar?

SIm, no momento o país esta em lockdown. As nossas duas lojas estão encerradas até à próxima avaliação do estado de emergência.

O mercado erótico em Portugal sobrevirerá a estes tempos difíceis, ou sofrerá um revés??

Neste ano que passou, o mercado erótico teve a oportunidade de se reeinventar, transitar para o on-line ou reforçar a sua presença neste canal. As redes sociais adultas aumentaram em número de seguidores e oferta, como o Only Fans e conteúdos pagos semelhantes. Os casais em confinamento tiveram de reacender a chama da sua relação, e tudo isto contribuíu para o mercado erótico se manter activo.

E sobre ajuda da parte do Governo? O vosso Governo está a prestar algum auxílio às companhias afectadas?

O Governo Português criou uma linha de apoio e novas regars de lay-off específicas para a situação pandémica.

Durante quanto tempo estarão as lojas fechadas? O que acontecerá depois?Os clientes voltarão a comprar nas lojas físicas, ou ficaram definitivamente perdidos pata o e-commerce?

Não tenho uma bola de cristal para prever o futuro, e não o tentei fazer da última viz que as lojas estiveram abertas. Não temos perspetiva de quando vão reabrir. Temos agora um novo serviço de entrega, na área metropolitana de Lisboa, para que os clientes das lojas possam ter o mesmo prazo de resposta como se fossem a uma loja física. Acredito que os clientes que estavam habituados a comprar na loja física, a ela regressem.

Considera que as lojas físicas ainda são um modelo de negócio viável? Se sim, como podem ser bem sucedidas?

Sim, ainda tenho confiança nas lojas físicas. Especialmente quando a pandemia acalmar, as pessoas voltaram a ter prazer em visitar lojas. Essa é a minha opinião.

Existem várias opções que podem ser tomadas para revitalizar o comércio erótico, como kits ou experiências (como as reuniões de tupper-sex, por exemplo). Temos de nos reinventar.

A procura de sex toys aumentou ao longo da crise do Corona. Confirma esta afirmação?

Bem, a crise do Corona ainda está a decorrer, por isso tenho de concordar com a frase. As pessoas tiveram tempo e oportunidade para pesquisar e informarem-se sobre a forma de como os sex toys podem melhorar a sua vida, seja fazendo parte de um casal ou estando a sós.

O facto de não ser seguro ter encontros ocasionais ou de curta duração provocou também uma maior procura de sex toys.

Que produtos estão a vender-se particularmente bem nesta época de conficamento, distranciamento social e quarentena?

Os teledildonicos e sugadores de clitóris são os sex toys fundamentais desde que o confinamento começou. Toda a gente tem um smartphone, e isso encurta a distância social e física.

Olhando para os vossos clientes no e-commerce, de onde tem vindo a procura? Os clientes habituais estão a comprar mais? Ou a loja conquistou novos clientes?

Temos os dois cenários em crescimento. A social media ajudou a levar a loja a novos clientes, para que tomassem conhecimento do site e dos produtos, e para que conseguissem ter um maior e mais próximo apoio ao cliente. Parte dos clientes habituais aumentaram a frequencia e quantidade de encomendas, especialemente aqueles que estão em teletrabalho.

Como classifica este desenvolvimento? A pandemia abriu o mercado erótico para novos grupos de consumidores a longo termo, ou – mais cedo ou mais tarde – retomaremos a normalidade também em termos de vendas?

Acredito que foi criada uma relação de longo termo aqui. Uma vez que as pessoas entram numa vida sexual ativa e saudável, já não há volta a dar.

Por isso acredito que as vendas possam diminuir quando ultrapassarmos a pandemia, mas o cenário global será melhor do que o de 2019.

Vamos esperar pelo melhor, em todas as vertentes.

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