Não reutilize preservativos

Os preservativos são para uso único e devem ser descartados após o sexo, obviamente!

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos da América (CDC, na sigla em inglês) emitiram um alerta aos norte-americanos sexualmente ativos para pararem de lavar e reutilizar os preservativos – porque, inacreditavelmente, “as pessoas fazem isso”.

Num tweet com links para dados e estatísticas sobre preservativos e DSTs, a agência de saúde escreveu: “Dizemos isso porque as pessoas fazem isso: não lavem nem reutilizem.

“Use um novo para cada ato sexual”, aconselhou o CDC.

Metade dos jovens não usam preservativos para sexo com novo parceiro
Em resposta ao alerta do Twitter, os internautas divertiram-se ao dizer, de forma sarcástica, que não é óbvio que estes não devem ser lavados após o uso.

Quando usados ​​adequadamente, são altamente eficazes na prevenção da gravidez e das DST sexualmente transmissíveis, incluindo o vírus da imunodeficiência humana (HIV).

No entanto, considerando que menos da metade das escolas de ensino médio dos EUA atendeu ao requisito do CDC para educação sexual em 2015, a necessidade do alerta não é surpreendente.

De acordo com um relatório de saúde publicado pelo CDC em 2017, apenas um terço dos americanos usa preservativos – e muitos podem estar fazendo isso incorretamente.

Num estudo publicado em 2012 na revista Sexual Health, Richard Crosby, professor da Universidade de Kentucky, disse que os pesquisadores “subestimaram cronicamente o quão complicado o uso do preservativo pode ser”, depois de descobrir que entre 1,4% e 3,3% dos entrevistados haviam reutilizado o preservativo pelo menos duas vezes, durante um encontro sexual.

Easy On - fácil de colocar
Easy On – fácil de colocar

A reutilização de preservativos masculinos resulta no enfraquecimento do látex, o que pode levar a rupturas que aumentam o risco de gravidez e DSTs.

Como o número de casos de DST nos EUA continua a aumentar, com mais de dois milhões de casos de clamídia, gonorreia e sífilis registados em 2016, de acordo com o CDC, o uso correto do preservativo é mais importante do que nunca.

Para que o uso do preservativo seja eficaz, o CDC afirma que um novo preservativo deve ser usado “para cada ato de sexo vaginal, anal e oral durante todo o ato sexual (do início ao fim)”.

Muita gente nem pensa em utilizar o produto nos momentos de oralidade porque acha que não há necessidade, pois muitas pessoas quando pensam em sexo seguro, geralmente só pensam sexo com penetração, e não oral.

Na maior parte das vezes, elas acham que o sexo oral não transmite doenças e, por isso, não se importam em não usar qualquer tipo de proteção.

Os preservativos não impedem apenas a gravidez, estes também impedem a propagação de infeções sexualmente transmissiveis.

Apesar de o risco de contágio no sexo oral ser menor do que no sexo vaginal ou anal, ele existe e deve protegido.

De acordo com um esrtudo realizao em 2017, 34% das pessoas admitiram nunca ter usado qualquer proteção durante o sexo oral.

O HIV, também pode ser transmitido via sexo oral, mas os riscos são significativamente menores. As infeções mais comuns que são transmitidas, embora não consideradas como DST, são as infeções fúngicas quando se pratica sexo oral desprotegido.

Mesmo que haja um ok do seu parceiro sexual, isso não significa que ele não tenha algo de indesejável na sua zona intima. Algumas DSTs, como é o exemplo da clamidia, podem passar despercebidas durante alguns meses sem apresentar nenhum sintoma, relativamente à mesma.

As pessoas sexualmente ativas também devem  estar atentos às datas de validade dos preservativos e nunca usar mais de um preservativo de cada vez.

Poderá consultar o nosso guia para eventuais dúvidas que tenha.

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