As perguntas mais feitas sobre sexo

Quais são as perguntas mais frequentes, no que diz respeito ao assunto SEXO?

Laura Berman, uma terapeuta sexual, revela as respostas às questões mais íntimas, enquanto nos ajuda a apimentar a nossa vida sexual.

Acontece nos encontros, palestras e até em reuniões sociais e festas de cocktail. Assim que as pessoas sabem que sou terapeuta sexual, tenho montes de perguntas para me colocar.

Algumas pessoas só querem saber mais sobre o que faço, mas a maioria está preocupada com questões específicas. Normalmente não se sentem confortáveis para colocar essas dúvidas aos seus médicos, nem aos seus parceiros. Fico feliz por responder, e relembro sempre: a comunicação entre parceiros é vital para uma relação.

Aqui seguem as perguntas que as mulheres mais colocam, por ordem de frequência:

1. Sou normal?
As pessoas querem saber se os seus apetites, fantasias, respostas ou corpos não são – de alguma forma – estranhos. Talvez porque, desde pequenos, nos ensinam que não se deve falar sobre esses assuntos, que são temas sujos. Como adultos, gostariámos que os assuntos fossem simples e normais. E são.

Claro que és normal. Desde que a tua vida sexual não esteja a prejudicar ninguém, desde que estejas seguro/a, não há razão para estares preocupado/a com as tuas vontades ou com a forma dos teus genitais.

“Normal” abrange uma grande parte dos comportamentos e e de figuras corporais. Não tens de sentir vergonha por gostares e explorares a tua vida sexual. O primeiro passo para te completares é abraçar esta ampla definição de “normal.”

Às vezes sinto que a questão real é:  “A minha vida sexual é insatisfatória: isso será normal?” É, certamente comum, e uma triste realidade para muitos. Acredito que acontece porque muitas mulheres são incapazes de pedir o que querem, na cama. Algumas nem sabem bem o que querem. Aceitando-se como um ser normal, com direito a estar sexualmente desinibido, vai conduzi-la à vida sexual dos seus sonhos.

2. Com que frequência a maioria das pessoas tem sexo?
O medo: que todas as outras pessoas estejam a ter mais sexo do que você. Relaxe. As pesquisas demonstram que a maioria dos casais tem sexo uma a duas vezes por semana. Isto desde que os factores da vida do dia-a-dia não interfiram, como a gravidez, doença, viagens ou um stress maior em termos financeiros. Para casais que estão juntos há pouco tempo, o sexo acontece com maior frequência, mas tende a ser mais espaçado com o crescimento da relação.

3. Como dizer ao meu companheiro o que preciso que ele faça na cama?
O seu companheiro não lê a mente, então tem de falar com ele e ser clara em relação àquilo que quer. Seja honesta, mas não acusatória. Pode dizer algo como: “Adoro ter relações sexuais contigo, mas quero que elas sejam ainda melhor. O que eu gostava era de… (tentar uma nova posição, ter mais preliminares, experimentar lubrificantes de aroma, experimentar um brinquedo sexual, etc) escolha o que quiser. Ou tente abordá-lo com um elogio.

Por exemplo, se quiser que os preliminares sejam de maior duração diga: “Querido, ontem estava tão excitada, adoro quando temos tempos para nos mimarmos antes da penetração. Isso mostra o quanto te preocupas com o meu prazer e sabe maravilhosamente bem.” O seu parceiro vai oferecer-lhe mais preliminares do que conseguirá aguentar!

As mulheres querem saber como indicar “toca-me aqui, não toques ali” sem estragar o sabor do momento, nem arrefecer a relação. Tentem frases como estas:

“Podemos ir mais devagar?”

“Pode repetir o que fizeste com a língua?”

“Isto está a saber-me bem. Sabes o que me saberia ainda melhor?” (Então mude de posição, ou mova a mão dele para o sítio que quer).
Às vezes nem tem de dizer nada; pode guiá-lo gentilmente com as suas ancas, opu movendo o corpo no sentido do que pretende. Pode dar informação extra com gemidos. Lembre-se que o seu companheiro quer que esteja feliz na cama, e agradece as dicas – os corpos das mulheres são – muitas vezes – um mistério para os homens, todo o mapa que os faça chegar ao tesouro é bem-vindo.

4. Perdi o meu apetite sexual. Porquê?
A falta de líbido é um problema comum às mulheres, e vai aumentado com a idade, experiência e mudanças hormonais. Mas pode acontecer em qualquer altura da vida adulta. As flutuações dos níveis hormonais podem contribuir, mas o stress em casa ou no emprego, a falta de sono ou de exercício físico, alguns medicamentos (anti-depressivos e anti-concepcionais) também podem estar relacionados com falta de apetite sexual.

Se perdeu o interesse no sexo, verifique primeiro os fatores físicos. Visite o seu médico para um check-up geral que irá detectar a mudança dos níveis hormonais. Considere se a baixa libido pode ser um efeito secundário de uma nova medicação, e certifique-se de que dormindo o suficiente, fazendo exercício e alimentando-se de forma saudável.

Então olhe para o seu nível de stress:

Se a sua lista de tarefas diárias é esmagadora, não seja uma heroína; obtenha ajuda. Diga ao seu chefe que você precisa de mais assistência num projeto. Se tem problemas de dinheiro, programe uma conversa do orçamento da família ou uma sessão com o seu conselheiro financeiro. Se acha que precisa de ajuda para lidar com o stress, não hesite em confiar num terapeuta. Finalmente, reserve um tempo para os prazeres que a podem reconectar a sua deusa ou diva interior: um banho quente, um dia de spa, tempo com amigos, encontro ou jantar com seu marido.

Pode sempre recorrer a um estimulador de líbido.

5. O meu marido/ eu traíu. Como ultrapassar?
É possível recuperar a relação após uma traição. Primeiro, o parceiro que enganou deve cortar toda a comunicação com o ex-amante, e deixar claro que ele ou ela está a comprometer o casamento. O cônjuge infiel deve ser 100 por cento honesto sobre o caso, mas abster-se de dar muitos detalhes sangrentos.

A terapia é importante: um conselheiro de casais pode ajudá-lo a descobrir o que levou à infidelidade e como reconstruir o relacionamento. Fora da sessão de terapia, a parte lesada deve começar a respirar, e o cônjuge infiel deve ouvir e aceitar a mágoa que ele ou ela causou. Limitar essas sessões de comunicação a 10 minutos por dia evita a luta constante sobre o assunto e permite que o casal se concentre na reconstrução. Quanto mais os cônjuges feridos se permitem sentir e expressar sua dor, e quanto mais se sentem validados e ouvidos, mais leve se torna a carga emocional.

6. Como falar ao meu parceiro sobre as minhas fantasias?
Compartilhar fantasias com seu parceiro pode ser intimidador, especialmente se nunca o fez antes. Simplifique o processo criando um “arquivo de fantasia” e mantenha-o no seu quarto. Juntos podem escrever umas, duas fantasias (ou várias!). Cole-as em folhas de papel separadas, numa pasta, caixa ou caderno.  Sempre que as coisas ficam aborrecidas no quarto, tire uma fantasia para fora do arquivo e concretize-a.

Muitos casais com quem trabalhei usaram esta estratégia com sucesso. Uma mulher cumpriu a fantasia da princesa Leia do seu parceiro, penteado e tudo; Um homem era corajoso o suficiente para pôr uma capa de Zorro e cumprir a fantasia da sua esposa! Parece bobagem, mas se você concorda em se divertir com o projeto e se comprometer a explorar novas coisas, você ficará surpreso com o quanto a sua vida sexual pode se beneficiar.

7. Como conseguir ter tempo para o sexo?
Não é incomum os casais mais ocupados diminuírem a  frequência com que têm sexo. Porque eles estão sobrecarregados, ou cansados. Mas é essencial que dedicar tempo ao seu casamento (e, por extensão, à sua vida sexual), não importa o quão ocupado é o seu dia-a-dia.

Seu casamento é a pedra angular da sua família, e merece sua atenção. Não espere que o tempo livre apareça milagrosamente. Crie-o. Se necessário, roube-o de alguma outra atividade, sem desculpas. Escreva uma regra com a sua noite semanal, e quebre-a somente em emergências. Comece a dizer “não” com mais frequência às solicitações de seu tempo, do trabalho voluntário aos encontros familiares. Deixe as limpezas ou a lavandaria para um dia chuvoso – é melhor ter uma pilha de meias sujas do que um casamento rochoso. Faça do seu relacionamento e sua vida sexual uma prioridade. Se não programar o tempo em conjunto, simplesmente ele não acontecerá.

8. Estamos presos em uma rotina sexual. Como podemos recuperar o ânimo?
Casais de longa duração muitas vezes acham que suas vidas sexuais se tornam um pouco chatas. Isso pode mudar definitivamente – mas tem que trabalhar para manter as coisas excitantes e frescas. Pequenas alterações na rotina podem ter grandes recompensas. Inicie o sexo em um momento que é incomum para você – digamos, quando ele entra em casa depois do trabalho (talvez a avó ou um amigo possa levar as crianças). Introduza um novo movimento no quarto. Ou apenas dê ao seu companheiro um beijo longo, apaixonado quando ele menos o espera.

Traga o namoro  de volta à equação: envie e-mails provocativos ou mensagens ao longo do dia. Finja que é uma amante que tem um encontro secreto. Reserve uma noite num hotel local (ou se isso está além do seu orçamento, transforme o seu quarto numa suíte). Tente ter sexo num lugar novo e arriscado, como no w.c. do restaurante ou no balcão da cozinha. Verá que quanto mais adicionar brincadeira à sua relação, mais natural se vão sentir – e melhor a sua vida sexual será.

Caso tenho alguma dúvida, poderá se informar no nosso guia

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